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Linha Turística, Anel Leste e outras novidades

Depois de um longo recesso aqui no blog, volto com grandes novidades. Estive esse tempo desenvolvendo uma nova versão da malha do projeto, tanto adicionando pequenos detalhes quanto modificando alguns conceitos das linhas. Alguns tópicos dessa mudança foram citados em outros posts como o desvio da Linha 6 na Zona Norte e chegada da Linha 4 no Centro.

Uma idéia aplicada, há muito sugerida, era uma ligação direta entre a região hoteleira, na orla da Zona Sul, e o Aeroporto Internacional, na Ilha do Governador. Essa ligação já existia, porém com a baldeação das linhas “Siqueira Campos – Pedra de Itaúna” e “Linha 3: Guaxindiba – Ribeira”. Além de favorecer diretamente o turismo, a linha é importante para resolver parte do maior problema da atual malha carioca, que é escoar passageiros oriundos da Supervia para a Avenida Rio Branco e Zona Sul.

Uma vantagem de se levar a Linha 3 para Jacarepaguá foi a integração com a Linha 7 (atual ramal Saracuruna). Na versão antiga, o projeto previa um grande desvio na Linha 7 para baldeação no Parque Alegria. Agora, isso não é mais necessário, já que a Linha 3 iria para o Oeste, haveria cruzamento quase perpendicular. As linhas ficam muito menos sinuosas e isso pode ser muito bem ilustrado:

Vantagens da conformação da Linha Turística

Outra novidade interessa a Niterói. Revisei a Linha 11, previamente em formato de arco, suavizando curvas e mudando um pouco o propósito. A partir da idéia de contemplar Pendotiba, percebi que era possível, assim como a Linha 1, fechar um anel. Seria uma solução definitiva para a mobilidade urbana em Niterói. Mesmo não sendo hoje tão necessária quanto trechos mais críticos, seria interessante a construção dessa linha de 29 km.

O Anel Leste

Além dessas mudanças, pequenos ajustes foram feitos e serão o assunto de próximos posts. É válido alertar os mais assíduos que alguns números e cores também mudaram. O setor “Linhas” exige um pouco mais de tempo, e todos os detalhes estarão descritos dentro de uma semana.

As diferenças entre a versão anterior e a versão atual podem ser ilustrados na imagem seguinte, com traçados ajustados em vermelho, estações e nomes novos em azul e trechos completamente novos em rosa.Ou verificar na versão cartográfica:

Corredores de ônibus

Outro ponto que muito se comenta é que a construção dos corredores de ônibus, ou BRT (Bus Rapid Transit), poderia dar conta da demanda carioca ou simplesmente ser justificativa de alguns políticos em não fazer algo semelhante ao projeto Quero Metrô!.

Explicarei nesse post porque os famigerados corredores não necessariamente excluem ou dificultam a possibilidade de linhas metroviárias, como também podem auxiliar a função do metrô em aumentar a fluidez da cidade. Isso se for feito uma política de planejamento, que infelizmente engatinha no Brasil.

Exemplo de ônibus biarticulado em Curitiba

O BRT é basicamente um sistema otimizado para o transporte rodoviário que se constitui de vias majoritariamente exclusivas para ônibus articulados. Foi implementado pela primeira vez no mundo em Curitiba, em 1974. Tais corredores se destacam num menor custo de implementação do que o metrô. Por outro lado, poluem mais, têm manutenção mais cara e suportam demanda menor que do metrô (semelhante a um VLT). O BRS (Bus Rapid System) de Copacabana se difere de um BRT nos moldes curitibanos porque tem faixas compartilhadas com outros veículos.

No Rio de Janeiro, serão construídos até as Olimpíadas pelo menos 3 corredores BRT. Um deles citei no último post, o chamado TransCarioca, que ligaria Barra e Penha via Madureira. Os outros dois são o TransOeste, ligando Barra e Santa Cruz via Guaratiba, e o TransOlímpica, ligando a parte oeste da Barra com Deodoro via Jacarepaguá. O vídeo a seguir mostra o trajeto dos corredores:

Além desses corredores, também estava prevista a construção do corredor TransBrasil, em toda a extensão da Av. Brasil, e o Plano Lerner, um sistema de BRT em Niterói, criado por Jaime Lerner, que implementou o BRT pela primeira vez em Curitiba. Mais tarde haverá um post falando sobre o sistema que estou organizando para o Leste Fluminense.

Nesse ponto, muitos discutem que os corredores poderiam concorrer com as linhas de metrô projetadas pelo Quero Metrô!. Nessa próxima atualização que estou preparando, haverão desvios nas linhas de modo que isso não aconteça. Proporcionei que as áreas afetadas pela chegada do BRT fossem um pouco mais afastadas do metrô. Dessa forma, os corredores poderiam servir como linhas alimentadores do modal mais pesado, o metrô.

Áreas afastadas do metrô destacadas em vermelho

Para isso, criei meu próprio sistema de BRTs, que seria muito semelhante aos planos atuais. Por exemplo, a única diferença do TransCarioca oficial e o do Quero Metrô! é a relação no bairro Curicica. Ao invés de passar pela Estrada dos Bandeirantes, passaria pela Rua André Rocha, atingindo a região mais afastada do metrô. Outras mudanças são leves, apenas extensões imitando idéias já apresentadas no passado pelo governo, como o T8, o corredor ligando Baixada e Zona Oeste.


Vale lembrar que, no futuro, esses corredores podem ser substituídos por sub-ramais  das linhas em vários trechos:

  • Rodoviária – Margaridas, substituído pela Linha 3
  • Recreio – Santa Cruz, substituído pela Linha 4
  • Madureira – Galeão, substituído pela Linha 6
  • Deodoro – Santa Cruz, substituído pela Linha 7 opcional

Isso poderia extinguir alguns dos corredores, sobrando apenas os benefícios nas avenidas e vias expressas.