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Uruguai: Primeiras Impressões

Há menos de um mês, foi inaugurada a estação Uruguai numa das pontas da Linha 1. A estação foi construída onde existia um estacionamento, o rabicho da Tijuca, debaixo da Rua Conde de Bonfim – entre as esquinas da Rua Itacuruçá e da Rua José Higino. Ela foi prevista para iniciar operações ainda na década de 80, em uma posição um pouco diferente, próximo a esquina com a Av. Maracanã. Porém, foi postergada até 2014.

Uma pequena ajuda em tempos de caos no Centro

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Estação Uruguaiana

Lendo jornais, posso constatar que a estação Uruguaiana é totalmente subdimensionada. Como usuário em quase todas as semanas, posso observar que as plataformas ficam abarrotadas de gente. Além disso, é fato que o Mercado Popular necessita de uma reforma. A região, que fica no coração da cidade, deve ser revitalizada imediatamente.

Cena comum no final da tarde

Uma alternativa para o futuro dessa estação, dada pelo Quero Metrô!, é a chegada da Linha 3. Oficialmente, a linha 3 seria uma mera expansão da Linha 2, indo para Niterói sem passar pelo Aeroporto Santos Dumont. Por sua vez, o aeroporto seria ligado ao Porto pela Linha 5, na versão do governo.

Não acho que essa linha 5 seria ideal simplesmente por não fazer integração com a Linha 1, já que passaria pelo caminho do Viaduto da Perimetral. Claro que seria injusto ignorar a possibilidade da ligação com a Cinelândia, pelo Passeio Público, mas ainda há alternativas do Quero Metrô!, que ligam a Linha 3 com uma modificação da Linha 5. Defendo essas alternativas porque aumentam a procura pela oferta da suposta Linha 5, dando maior viabilidade de construção, e são mais intimamente integradas com o resto da malha.

A passagem da Linha 3 poderia servir como estopim para uma modernização da estação da Uruguaiana, dobrando o tamanho do saguão e das plataformas, abrindo novos acessos, além dos 4 atuais: Presidente Vargas, Alfândega, Uruguaiana e Senhor dos Passos. Acima da estação poderiam erguer um prédio que enriquecesse a região, mantendo o mercado nos primeiros andares, assim como acontece no caso do Edifício Central. A plataforma da Linha 3 seria construída então num 3º andar subterrâneo com um mezanino de integração com o saguão e a plataforma da Linha 1.

Uma outra alternativa poderia evitar alguma avaria na Igreja do Rosário, que poderia acontecer na passagem da Linha 3 na Rua Uruguaiana, mesmo sendo feita com uma técnica muito cuidadosa, o TBM (Tunnel Boring Machine), que será utilizada nos túneis de Ipanema e do Leblon. Essa alternativa seria passar a Linha 3 pela Avenida Rio Branco, com a mesma técnica, já que há muitos prédios e não se pode paralisar uma via tão importante.

Uma nova estação, a qual poderia se chamar Candelária, seria então montada na esquina com a Avenida Presidente Vargas, tendo uma passagem subterrânea de 230 metros sob a Rua da Alfândega, sendo ligada à Uruguaiana. Essa opção seria tão interessante quanto a outra, podendo conectar o metrô com várias atrações históricas do Centro e edifícios comerciais.

Ainda existe a possibilidade de cortar o metrô pela Marina da Glória, fazendo integração com a estação da Glória, seguindo, como a Linha 5, pela Perimetral. Não gosto tanto dessa escolha, porque não seria tão integrada à malha quanto as outras preferências e o túnel submarino seria muito maior e custoso.

Estação Engenho da Rainha

Essa estação teria papel fundamental no trecho da linha 9 que considero prioritário, de “Honório Gurgel” a “Sampaio”. Para maior integração com o resto do sistema, uma estação de baldeação com a linha 2 seria muito pertinente.

Para isso o ramal ferroviário Belford Roxo deveria ser levemente desviado em direção à linha 2, de forma subterrânea, e a estação já existente Engenho da Rainha expandida. Desenhei uma sugestão de como isso deveria ser feito.

Se essa estação e o trecho prioritário da linha 9 fossem feitos, a conversão do sistema Supervia para metrô e trens expressos não teria nenhum prejuízo, como falei no último post.

Uma outra estação a 600 metros de distância, denominada Engenho do Mato, seria interessante ao projeto. Serviria para substituir a atual estação “Tomás Coelho” da Supervia e desativar todo o trecho em superfície e fomentar uma maior integração entre os bairros de Pilares, Tomás Coelho e Engenho da Rainha.