Aqui é um espaço dedicado para debater e promover um mobilidade urbana que seja uma força real de transformação, capaz de converter as cidades em ambientes mais humanos, justos e sustentáveis. Ideias, propostas e reflexões são divulgadas e discutidas para impulsionar essa mudança.
📰 Os pensamentos mais recentes são apresentados no blog.
Desde 2010, esse projeto ganhou notoriedade por oferecer soluções para o transporte urbano da região metropolitana do Rio de Janeiro. Inicialmente, sua marca registrada foi desenhar uma vasta rede metroviária quase utópica. A partir disso, as propostas evoluíram e incorporaram outros modos de transporte e aspectos proveitosos para o desenvolvimento urbano.
🧭 O “Plano QUERO”
Hoje, essas propostas incorporam diretrizes para a implementação de infraestrutura sustentável, organizadas para que todas as recomendações sejam viáveis de um ponto de vista técnico e financeiro e possam ser executadas rapidamente. Essa plataforma foi estruturada em um sistema unificado e coeso, apelidado de Plano QUERO. Apesar da escala ambiciosa, o plano mostra que mudanças são perfeitamente possíveis, desde que as escolhas sigam uma visão menos limitada e um compromisso com o futuro.
🗺️ A rede proposta
O plano atualiza o sistema de transporte público proposto, desempenhando uma ampla abrangência territorial e prezando pela integração intermodal entre ferrovias e modos de menor capacidade. Em especial, a rede herda das versões anteriores um profundo detalhamento dos serviços ferroviários, tanto das linhas de metrô quanto de trens expressos, que inclui as estações, o desenho da rede, um método de financiamento e um cronograma de implementação.
Clique na imagem abaixo para conferir a última versão do diagrama da rede:

Diagrama dos sistemas de metrô e trens expressos do Plano QUERO
O projeto idealiza 350 estações distribuídas em 12 linhas de metrô, sendo que seis delas seriam completamente novas:
Linha 3: Lapa ↔ Alcântara
Linha 5: Siqueira Campos ↔ Nova Iguaçu
Linha 6: Galeão ↔ Alvorada
Linha 7: Cocotá ↔ Antero de Quental
Linha 8: Jardim Oceânico ↔ Vilar dos Teles
Linha 9: Charitas ↔ Caramujo
Além disso, o plano aproveita a infraestrutura existente, propondo 64 novas estações para os serviços atuais do sistema oficial de metrô, Linha 1 (Tijuca ↔ Leblon), Linha 2 (Pavuna ↔ Centro) e Linha 4 (Barra ↔ Zona Sul). Outras ferrovias de passageiros, como os ramais Deodoro, Saracuruna e Santa Cruz, também seriam adaptadas para compor linhas adicionais na rede integrada, ampliando sistema de metrô com a Linha 10, a Linha 11 e a Linha 12, após uma reconstrução rigorosa e uma vasta expansão.
O sistema ferroviário inclui, além dos serviços paradores que compõem o metrô, um grupo de linhas de trens expressos que incorporam as ferrovias restantes e ocupam leitos mal utilizados. Eventualmente, as vias são retificadas para atingir velocidades mais elevadas (até 180 km/h) e complementadas com novos segmentos para abranger uma escala mais regional. Essa modalidade adiciona 66 estações ao sistema, além de plataformas com integração em estações de metrô, distribuídas em cinco linhas:
Linha A (ramais Japeri, Paracambi e Santa Cruz)
Linha B (ramal Belford Roxo e o futuro arco ferroviário)
Linha C (ramais Saracuruna, Guapimirim e Vila Inhoimirim)
Linha D (expansão ao leste, aproveita a BR-101 e antigas ferrovias)
Linha E (expansão ao leste, inclui a futura EF Rio-Vitória)
Clique em qualquer lugar abaixo e explore o projeto em um mapa interativo:
Além do transporte ferroviário, o Plano QUERO também inclui outros modos de transporte coletivo. Como o metrô se torna o principal recurso para responder às demandas por deslocamentos, diminui a pressão sobre os corredores com veículos mais leves, como ônibus e bondes, reduzindo os custos de infraestrutura para modelos como BRT e VLT. É possível então imaginar uma rede abundante com tais modalidades, quase tão densa quanto a malha de linhas de metrô nas regiões centrais, mesmo em locais que não apresentem demanda suficiente para justificar uma oferta tão robusta de transporte público. Dessa forma, é garantido que as vantagens naturais de corredores organizados, como conforto, baixos intervalos de espera e fluidez, sejam oferecidas universalmente.
📖 Em breve: apoie o livro “Quadros Urbanos”
Daqui pouco tempo, você poderá contribuir com o projeto apoiando o lançamento do livro que detalha todas as diretrizes que fundamentaram o Plano QUERO. Acompanhe os próximos passos!
🤔 Quer colaborar?
Sugestões, críticas e contribuições técnicas são bem-vindas. Aqui sempre foi um lugar voltado para divulgação, discussão e centralização de propostas para a melhoria definitiva do sistema de transportes carioca! Envie uma mensagem ou participe dos fóruns e redes onde os conceitos QUERO são propagados.
Sobre o monotrilho: poderia se fazer uma nova estação entre Guadalupe e Vila Eugênia.
Explicando: estão construindo um shopping no terreno da Sanofi-Aventis, O Jardim Guadalupe Shopping. Poderia se construir uma estação de monotrilho nos entornos do shopping. Ali tem 4 lugares importantes: o Prezunic Center de Guadalupe, o Atacadão e, um pouco mais longe, o SESI de Honório Gurgel e o SEST/SENAT de Deodoro. Ficaria assim:
(resto da linha)Guadalupe-Melhoral-Vila Eugênia(resto da linha)
O que me dizem?
“Melhoral” estará na idéia! Obrigado, provavelmente não saberia desse Shopping ou desse ponto de referência que você falou. O Shopping poderia até arcar um pouco com os custos.
Agora me resta organizar a mídia aqui pra explicar legal.
Se fosse aplicado bem, urbanisticamente falando, o monotrilho poderia ficar lindo nos canteiros centrais de ruas de alguns bairros suburbanos como Marechal Hermes e Vila da Penha.
Provavelmente o monotrilho seria dividido em dois lotes:
– Pavuna – Vicente de Carvalho, com pouquíssimas desapropriações (na Rua Mercúrio) por causa das ruas mais largas
– Praça Seca – Pavuna, com grande valor social para as favelas de Guadalupe, infelizmente teria que desapropriar algumas moradias
Eu fiz um mapa do Monotrilho Circular Suburbano. Eu fiz a parte do trecho Vila Eugênia-Magno, e a partir dali ele seguiria por ali até a estação Trevo das Margaridas.
http://okm.me/2PTV
O que você acha?
Ficou bom 🙂
Nesse caso, uma linha de VLT realmente cairia bem. Com minha ideia de tornar subterrâneo o ramal Belford Roxo do Norte Shopping até Honório Gurgel, o Parque Urbano e o monotrilho Vicente de Carvalho – Margaridas – Praça Seca, o Subúrbio realmente melhoraria muito ainda com alguns VLTs.
Quanto a linhas “redundantes”, dê uma olhada no VLT da R. Jardim Botânico, na Zona Sul, com mergulhões e uma ligação muito legal para pedestres. Seria o mesmo trecho da Linha 4.
Isso está integrado ao projeto “Rio na Cabeça”.
http://oglobo.globo.com/rio/rionacabeca/
Também acho muito interessante a ideia dos teleféricos nos maciços cariocas. Vale a pena conferir todos os projetos.
Muito interessante o site, mas vcs tem alguma noção de qual seria o custo necessário disso, e a previsão de até quando duraria e se tem alguem interessado em tocar essa ideia.
Tb penso que caso se aproveite a malha da Supervia, deveria primeiro se incentivar isso:
http://diariosobretrilhos.blogspot.com/2010/08/trem-estacao-subterranea-para-unir.html
Tive mais algumas ideias:
//Construir mesmo o trecho Gláucio Gil-Campo Grande, pois, como vc mesmo disse, ligaria diretamente Campo Grande e Recreio.
//Construir também o trecho optativo entre Anchieta e Campo Grande, e estendê-lo até a futura estação Margaridas.
//Levar a linha 5 até Sepetiba, pois Sepetiba é muito isolada do resto da capital.
//Fazer uma linha de monotrilho/VLT circular por Sta. Cruz, interligando o bairro até a estação.
Vlw.
Reformulando melhor minhas ideias:
//Extender a linha 5 até Pedra de Guaratiba. Funcionaria assim: a linha 5 seguiria o trecho optativo Campo Grande-Sta. Cruz, e a partir dali seguiria em subterrâneo, passando por Sepetiba e tendo o terminal em Pedra.
//Criar uma nova linha usando o trecho optativo Campo Grande-Anchieta, e extendê-la até a Vila Rosali ou Deodoro.
//Construir mesmo o trecho Gláucio Gil-Campo Grande, pois, como você disse, ligaria diretamente Campo Grande e Recreio.
“Mas tem uma parte legal que você falou no começo do trecho, essencialmente em Honório Gurgel e Rocha Miranda. Um VLT ou até temporariamente um micro-ônibus alimentador das linhas 2, 5 e 10 ,seria muito interessante em dois eixos:
– a Rua Americo Rocha
– Rua Mirinduba/Estrada do Sapê/Estrada do Portela”
Você poderia construir um sistema de monotrilho fazendo o trajeto Mal. Hermes-Magno, passando pelos trechos que você citou. Depois especifico o trajeto, pois meu tempo na lan está acabando.
OBS: A Est. do Portela termina em frente a Estação Magno.
Thiago, acho que melhor que isso é a Linha 4 formar um Y no Recreio, seguindo o trajeto do atual BRT Transoeste. Acho que esse corredor de ônibus já supriria a demanda tranquilamente, mas daqui muito tempo poderíamos ter metrô ali sim.
Outros Ys interessantes à malha são na Linha 9 de Sulacap indo pra Bangu e na linha 11 de Icaraí indo pro Largo da Batalha.
Para o sitema de monotrilho(ou VLT, se preferir), eu tenho uma ideia para uma linha B, da Vila Eugênia e a Praça Seca, ainda partindo da Estação Margaridas, mas com novas estações:
//Amizade e Fé(em Honório Gurgel): ficaria na Praça da Amizade e Fé.
//Sapê(em Rocha Miranda): ficaria no Largo do Sapê.
//Armando Fajado(em Oswaldo Cruz)(opcional): ficaria na Praça Armando Fajado, esquina da Av. dos Italianos com a R. Rio das Pedras(para o trecho Sapê-Madureira Shopping não ficar muito vazio).
//Madureira Shopping: ficaria na Est. do Portela, em frente ao Madureira Shopping.
//Madureira: fazeria integração com a estação de metrô.
//Campinho: fazeria integração com a estação de metrô.
//Praça Seca: fazeria integração com a estação de metrô e de monotrilho.
Logo o trecho ficaria assim: (o resto da linha)Vila Eugênia(L2)/Amizade e Fé/Sapê/Armando Fajado(opcional)/Madureira Shopping/Madureira(L5/L6)/Campinho(L6/L9)/Praça Seca(ponto final).
Depois te envio um mapa, é que tenho que sair.
Bom, boa parte desse trecho seria bem desnecessária pois imitaria as linhas 10 e 6, tente visualizar as estações da linha 10 muito mais abrangentes do que essa coisa ridícula que temos hoje. O translado entre os dois lados do campo onde passam as linhas de energia seria muito mais fácil nos meus planos, isso poderia ser encaminhado com o Parque Urbano que vão fazer.
Mas tem uma parte legal que você falou no começo do trecho, essencialmente em Honório Gurgel e Rocha Miranda. Um VLT ou até temporariamente um micro-ônibus alimentador das linhas 2, 5 e 10 ,seria muito interessante em dois eixos:
– a Rua Americo Rocha
– Rua Mirinduba/Estrada do Sapê/Estrada do Portela
Como sou meio maluco, acho que seria legal também enterrar a linha 10 sob o futuro Parque de Madureira para facilitar o acesso, pelo subterrâneo.
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Vou ainda comentar a crítica que você fez ao monotrilho. Primeiramente, o monotrilho pode ser bonito sim e ficar muito bem entre os prédios. Dá uma pesquisada no monotrilho de Sydney. Não acredite só nesse link muito parcial que você me mostrou.
Ele faz muito pouco barulho e suporta elevações (por isso pode ter linhas mais abrangentes e longas que o VLT).
Além de tudo, tem um custo legal de implementação. Se for bonitinho, vai urbanizar a área. Mas claro que se fosse implementado, teremos que ficar em cima pra não causar um grande prejuízo urbanístico, matando por vez o Subúrbio, que já é muito maltratado com preconceitos e tem seu valor muito esquecido.
Eu acredito que Madureira, por exemplo, tem grande potencial imobiliário, comercial e urbanístico. A Serra de Madureira (Dendê, Serrinha e Juramento) poderia vir a ser um parque muito bonito, dando pra ver toda a Zona Norte do Rio.