Repensando as cidades a partir da mobilidade

Aqui é um espaço dedicado para debater e promover uma mobilidade urbana que seja uma força real de transformação, capaz de converter as cidades em ambientes mais humanos, justos e sustentáveis. Ideias, propostas e reflexões são divulgadas e discutidas para impulsionar essa mudança.

📰 Os pensamentos mais recentes são apresentados no blog.

Desde 2010, esse projeto ganhou notoriedade por oferecer soluções para o transporte urbano da região metropolitana do Rio de Janeiro. Inicialmente, sua marca registrada foi desenhar uma vasta rede metroviária quase utópica. A partir disso, as propostas evoluíram e incorporaram outros modos de transporte e aspectos proveitosos para o desenvolvimento urbano.

🧭 O “Plano QUERO”
Hoje, essas propostas incorporam diretrizes para a implementação de infraestrutura sustentável, organizadas para que todas as recomendações sejam viáveis de um ponto de vista técnico e financeiro e possam ser executadas rapidamente. Essa plataforma foi estruturada em um sistema unificado e coeso, apelidado de Plano QUERO. Apesar da escala ambiciosa, o plano mostra que mudanças são perfeitamente possíveis, desde que as escolhas sigam uma visão menos limitada e um compromisso com o futuro.

🗺️ A rede proposta
O plano atualiza o sistema de transporte público proposto, desempenhando uma ampla abrangência territorial e prezando pela integração intermodal entre ferrovias e modos de menor capacidade. Em especial, a rede herda das versões anteriores um profundo detalhamento dos serviços ferroviários, tanto das linhas de metrô quanto de trens expressos, que inclui as estações, o desenho da rede, um método de financiamento e um cronograma de implementação.

Clique na imagem abaixo para conferir a última versão do diagrama da rede:

Diagrama do sistema integrado de transporte coletivo do Plano QUERO

O projeto idealiza 350 estações distribuídas em 12 linhas de metrô, sendo que seis delas seriam completamente novas:

Linha 3: Lapa ↔ Alcântara
Linha 5: Siqueira Campos ↔ Nova Iguaçu
Linha 6: Galeão ↔ Alvorada
Linha 7: Cocotá ↔ Antero de Quental
Linha 8: Jardim Oceânico ↔ Vilar dos Teles
Linha 9: Charitas ↔ Caramujo

Além disso, o plano aproveita a infraestrutura existente, propondo 64 novas estações para os serviços atuais do sistema oficial de metrô, Linha 1 (Tijuca ↔ Leblon), Linha 2 (Pavuna ↔ Centro) e Linha 4 (Barra ↔ Zona Sul). Outras ferrovias de passageiros, como os ramais Deodoro, Saracuruna e Santa Cruz, também seriam adaptadas para compor linhas adicionais na rede integrada, ampliando sistema de metrô com a Linha 10, a Linha 11 e a Linha 12, após uma reconstrução rigorosa e uma vasta expansão.

O sistema ferroviário inclui, além dos serviços paradores que compõem o metrô, um grupo de linhas de trens expressos que incorporam as ferrovias restantes e ocupam leitos mal utilizados. Eventualmente, as vias são retificadas para atingir velocidades mais elevadas (até 180 km/h) e complementadas com novos segmentos para abranger uma escala mais regional. Essa modalidade adiciona 66 estações ao sistema, além de plataformas com integração em estações de metrô, distribuídas em cinco linhas:

Linha A (ramais Japeri, Paracambi e Santa Cruz)
Linha B (ramal Belford Roxo e o futuro arco ferroviário)
Linha C (ramais Saracuruna, Guapimirim e Vila Inhoimirim)
Linha D (expansão ao leste, aproveita a BR-101 e antigas ferrovias)
Linha E (expansão ao leste, inclui a futura EF Rio-Vitória)

Clique em qualquer lugar abaixo e explore o projeto em um mapa interativo:

Ativar a tela cheia do mapa interativo na plataforma uMap.

Além do transporte ferroviário, o Plano QUERO também inclui outros modos de transporte coletivo. Como o metrô se torna o principal recurso para responder às demandas por deslocamentos, diminui a pressão sobre os corredores com veículos mais leves, como ônibus e bondes, reduzindo os custos de infraestrutura para modelos como BRT e VLT. É possível então imaginar uma rede abundante com tais modalidades, quase tão densa quanto a malha de linhas de metrô nas regiões centrais, mesmo em locais que não apresentem demanda suficiente para justificar uma oferta tão robusta de transporte público. Dessa forma, é garantido que as vantagens naturais de corredores organizados, como conforto, baixos intervalos de espera e fluidez, sejam oferecidas universalmente.

📖 Apoie o livro “Quadros Urbanos”
Você pode contribuir com o projeto apoiando a publicação do livro que detalha todas as diretrizes que fundamentaram o Plano QUERO. Apoie a campanha de financiamento coletivo na Benfeitoria.

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294 Respostas para “Repensando as cidades a partir da mobilidade

  1. Gostei da sua ideia, mas por que você não leva alguns ao governador, que tá lenga-lenga em algumas linhas.

  2. Olá Pedro!!!
    Realmente genial esse seu projeto, espero que as autoridades vejam e se animem a colocar em prática, visto que além de abranger várias áreas da cidade, você coloca o metrô em uma região que além da dificuldade de acesso, tem o problema de haver locomoção dentro do bairro, que é a Ilha do Governador, portanto o acesso seria muito mais viável para todos os moradores da Ilha.
    Fico muito feliz por ter uma pessoa com tanta genialidade pensando em melhorias para o nosso lindo Rio de Janeiro.
    Você realmente é genial.
    BEIJOS

  3. Avatar de Nélder A. Abreu Nélder A. Abreu

    Fala aí Pedro! Parabéns pelo projeto, é realmente show de bola. Feliz será o político que perceber a genialidade do seu projeto e junto contigo abraçar essa idéia, no sentido de disparar o processo para início da mais grandiosa obra de todos os tempos no Rio, onde poderemos ter uma qualidade de vida de primeiro mundo, resolvendo assim, o caos urbano em que vivemos.Valeu.

  4. Eu cheguei a estudar algumas coisas sobre a linha 3, como seria feita a ligação entre a Carioca e a Estação Araribóia? Pela ponte, túnel subterraneo por baixo da baia de guanabara ou algum tipo de elevado?

  5. Olá, Pedro.

    Eu queria lhe dar uma sugestão para o metrô: criar uma ligação entre Pavuna e Praça Seca, passando pelo seguinte trajeto: Pavuna-Guadalupe-Deodoro-Mal. Hermes-Vila Valqueire-Praça Seca.

    O que acontece é que os únicos ônibus que fazem o trajeto Marechal-Praça Seca(781 e 782) vêm cheios, e que muitas dessas pessoas soltam na estação de Marechal vão para o “outro lado” do bairro para pegar ônibus para a Pavuna. Este ramal no seu sistema seria uma boa pedida para desafogar o trânsito. O que você acha?

    E-mail p/ contato: thiago_629@msn.com

    • Oi.
      Nesses casos, acho que minha rede tem possibilidade de resolução dos problemas.
      Um trajeto Marechal-Pavuna seria realizado com baldeação Linha 5 para Linha 2 via Deodoro.
      Um trajeto Marechal-Praça Seca com baldeação Linha 5 para Linha 6 via Madureira.
      Mesmo assim um modal diferente de metrô transversal seria muito interessante, já que o bairro de Marechal Hermes é bem comprido. Obrigado pela sugestão.

      Existem outras possibilidades de modais auxiliares, como em Cachambi, na Av. Brás de Pina (existirá o BRT Penha-Barra para isso), Lgo do Machado-Cosme Velho, Recreio-Santa Cruz via Guaratiba, Praia Vermelha-Rio Sul, Av. Brasil, parte oceânica de Niterói, Ilha do Governador e quem sabe um na Barão de Mesquita, na Tijuca.

      Um abraço

      • Avatar de Thiago Costa Thiago Costa

        Tenho outra sugestão: criar a Estação Carlos Chagas/Armando Gonzaga, que ficaria em frente ou do hospital ou do teatro.

  6. Antes de tudo, parabéns pela iniciativa!

    Tive o privilégio de usar muitos metrôs excelentes como os de Londres, Paris, Nova Iorque, Tóquio e Seul, e me entristece sempre que tenho que usar o do Rio – ou pior ainda, quando não posso usar pq só tem ônibus. Está na hora de acabar também com a falácia da “integração” do Metrô Rio, que só faz botar mais ônibus na rua! Também tem que parar com a desculpa de que é complicado escavar no Rio. Os metrôs da Cidade do México e Tóquio, dois com fantástica malha metroviária, são obras primas da engenharia, criados em solo instável e tendo que ser resistentes a terremotos! Por que todas as obras no Brasil são tão caras/superfaturadas, tão demoradas, tão enroladas, tão cheias de “não é bem assim”? Está mais do que na hora de pararmos de sonhar e começarmos a fazer, e a sua iniciativa é louvável.

    Dito isso, e assumindo que não é só uma masturbação mental sem propósito concreto, tenho algumas dúvidas quanto a viabilidade deste projeto:

    * Além da dita necessidade de ligar as zonas e ter pontos cobrindo toda a cidade, você fez algum estudo em relação às necessidades de cada região? Eu não fiz, não sou urbanista e nem pretencioso a ponto de achar que conheço detalhes de deslocamento populacional ou toda a cidade, mas da parte que me cabe, fiquei com ressalvas. Por exemplo, para mim não faz o menor sentido que não haja ligação neste projeto entre Laranjeiras e Cosme Velho. São bairros adjacentes e com população circulando constantemente entre eles, de carro. Aliás, entre eles e o Largo do Machado. Hoje, para uma senhora do Cosme Velho ir à missa na igreja do Largo do Machado, ou um casal passear no Parque Guinle, leva-se menos de 10 minutos de carro/ônibus, 25 a pé (a senhora provavelmente levaria um pouco mais). Com o seu projeto, eles teriam que pegar a linha transversal até Siqueira Campos (copacabana!) e trocar para a linha central, percorrendo um total de 9 estações!! O metrô deve ser projetado para o deslocamento das pessoas, cuja vida está na superfície, então me parece natural que bairros adjacentes tivessem estações relativamente próximas. Nesse sentido, sempre imaginei a estação do Largo do Machado como um dos hubs centrais (como a estação Victoria em Londres) ligando 2 ou 3 outras linhas. Como morador do Cosme Velho e sonhador por um metrô que me levasse onde eu gostaria de ir, sempre imaginei uma linha saindo do Largo do Machado, parando na praça do chafariz em Laranjeiras, e na praça do Corcovado (São Judas) no Cosme Velho, seguindo depois para uma estação na Fonte da Saudade, quando cruzaria com outra linha que viria fazendo botafogo-humaitá-lagoa-jardim botânico-gávea, e assim por diante.

    * Falando nisso, e quanto aos locais, visitou? Onde seria exatamente cada estação? A linha traçada no Google Maps não parece muito precisa, com pontos em frente de prédios, etc. Há espaço para as saídas, ou será necessário demolir alguma construção?

    * Onde está a estação do Rio Sul?

    * Onde está a estação que levará os turistas ao Pão de Açúcar, ou à Urca?

    * Como o seu projeto se relaciona com a atual malha metroviária carioca? Vi que boa parte da linha central foi preservada, assim como a linha norte, o que é ótimo, mas você teria algum dado mais preciso do que será abandonado e o que será reaproveitado em termos de túneis? Precisaria haver uma justificativa muito forte para ignorar todo o investimento já gasto (aliás, falando em investimento, alguém precisa avisar ao Metrô Rio que as estações podem ser só buracos na terra com plataformas, não precisa ser feito pelo Niemeyer, ter um pé direito tão absurdo ou galerias de arte do lado de dentro, contanto que sejam eficientes em levar/trazer pessoas).

    * Supondo que, por algum milagre, esse projeto fosse CONSIDERADO pela prefeitura da cidade, qual seria o planejamento proposto para o andamento? Isto é, por onde começar? Acredito que fazer as estações intermediárias seja uma boa, e em paralelo iniciar uma linha qualquer (ou mais) que se ligue ou à 1 ou à 2. Por outro lado, talvez você ache mais interessante começar com a quebra/transformação das linhas 1 e 2 em Central e Norte. Para deixar tudo mais palpável e transformar a proposta em projeto, seria muito interessante ter imagens do Tube Map nos diferentes estágios de evolução do sistema conforme a sua visão, como por exemplo a cada 2 anos.

    * Há ainda a questão do Aeroporto. Gostei que você previu duas estações, isso é ótimo, podiam até ser 3 (o de Heathrow em Londres tem 5!). Mas fiquei preocupado com a logística da coisa. Isto é, o seu mapa atual obriga a maioria dos turistas (que se hospedam em copacabana/ipanema) a trocar de linha, o que já é péssimo, mas com boa sinalização até rola. O principal problema, ao meu ver, é que eles serão obrigados a fazer isso somente em DUAS estações, e justo as estações da Carioca e Uruguaiana, das mais movimentadas do Rio de Janeiro. Isso não me parece nem um pouco saudável do ponto de vista logístico. O Rio uma cidade turística e entupir duas estações como essas, em pelo centro, com montes de estrangeiros perdidos, só vai aumentar o caos.

    Bom, é isso. Tentei ser o mais construtivo possível, e espero que considere as críticas oferecidas. Estou ansioso para ver o andamento da idéia.

    Parabéns!

    • Opa Carioca! Tudo bem? Obrigado pela visita e obrigado pelo post bem pertinente em resposta ao amigo Juliano.
      Assim como todos que criticam ou sugerem tento responder completamente a todos com meu ponto de vista.

      Sobre sua pergunta aos estudos de demanda, o destino de cada pessoa, utilizei alguns estudos sim. Os estudos são do PDTU de 2003. Sei que são relativamente velhos e bem gerais, mas é o que se tem disponível. Além disso, tentei integrar ao máximo as linhas. Se você parar pra ver só há duas conexões possíveis que não acontecem (excluindo a linha 11): Linha 3 e 10, e Linha 4 e 7. (essa última pretendo mudar, só dependo de estudos de terreno que estão por vir)
      Quanto ao problema da tríade Cosme Velho – Laranjeiras – Largo do Machado seria interessante algo como o RER de Paris. A intermodalidade é fundamental em um sistema de transporte, e como há uma demanda um pouco inferior às demandas que Botafogo e Copacabana absorvem. Um VLT (bonde, trem leve), monotrilho ou um pequeno corredor de ônibus, mesmo que mais falho que os últimos, atenderia a situação.

      Bom, não conheço tanto o Rio pessoalmente como gostaria, pois moro há um tempo relativamente pequeno aqui. Mas conheço bastante, até para padrões de nativos. Muitos não saem muito dos bairros próximos.
      Eu sempre tento perguntar aos amigos que moram nos locais ou que conheçam mais que eu, gosto de sugestões, até porque esse projeto TEM que ser coletivo, porque se trata de algo que É coletivo. Esse é o maior erro do governo, construtoras e consórcios, que fazem tudo às escuras.
      Quanto à demolição e à desapropriação, às vezes é inevitável, mas em meus traçados tentei ao máximo passar por ruas, campos e morros ao invés de edifícios em lugares com terrenos complicados.

      Quanto a estação Rio Sul, posso até juntar com o assunto acesso à Urca/Praia Vermelha. Essa estação está parcialmente pronta!!!
      Olhe para sua direita no sentido Zona Norte entre “Arcoverde” e “Botafogo” e você verá uma estação fantasma!
      A estação Rio Sul está nos meu projeto sim, se chama “Álvaro Ramos”. Muitos chamam também de “Morro de São João”. Eu prefiro assim porque não tem nenhum impasse comercial envolvido e é um logradouro melhor que o Morro.
      Quanto o acesso ao Pão de Açúcar, estive conversando com um amigo. Eu prefiro um monotrilho e ele um VLT a partir da estação “Álvaro Ramos” mesmo. Como disse, a intermodalidade é inevitável numa cidade grande, em outras respostas disse que iria falar de Outros Modais em um setor exclusivo. Nesse setor vou incluir todas as minhas ideias sobre rodoviárias, trens leves e bondinhos.

      Eu gosto de me relacionar com algumas ideias que estão em vigor, como os BRTs em processo de criação e os ramais atuais da Supervia. Coloquei alguns dados além do próprio metrô no esquema que fiz. Os trens expressos que coloquei em tracejado são exatamente o que não aproveitei da malha ferroviária, que não tinha necessidade de serem paradores até o final. Não há muitos “túneis fantasmas” no Rio, o que existe mais são ferrovias sucateadas, como o ramal Vila Inhamorim. O que há de fantasma acho que é o rabicho da Tijuca (que vai ser aproveitado para a estação Uruguai) e a estação Álvaro Ramos.
      Enfim, quando avançar no setor da intermodalidade você vai ver que tento ajustar ao máximo a malha com ideias boas que existem, mas não resolvem por completo. Infelizmente, nosso sistema de transporte é para uma cidade média, e não uma metrópole gigantesca como o Rio.

      Obrigado por entrar nesse ponto da continuidade do projeto! Muitas pessoas não entendem que não acho que tudo vai cair de paraquedas de uma vez só, sei que tudo deve ser feito gradualmente, até por problemas financeiros.
      O maior problema é que não posso dar pitacos sem estudos, a não ser quando são óbvios. Tenho uma imagem sobre um princípio de plano diretor. Vou mandá-la ao seu email, se você não se importar.

      Quanto à baldeação Zona Sul – Linha 3 no Centro é um ponto bem delicado, mas como respondi a um colega ontem aqui mesmo nesses comentários, o maior problema é a baldeação. É meio difícil, mas vou tentar refletir sobre uma eventual mudança no projeto.
      Se não houver alternativa, o que posso indicar é que essas linhas com maior volume de turistas: Linha 1 (orla da Zona Sul) e Linha 3 (Rodoviária e Aeroportos) ganhe uma atenção especial a sua saturação. As composições têm que ser espaçosas e frequentes!

      Bom, é meio difícil sintetizar tudo em poucas palavras, se você quiser pode conversar comigo pelo email querometro@gmail.com
      Até logo, volte sempre ao blog e divulgue aos seus amigos! A participação da população sempre ajuda quando é algo que atenderá a todos, é isso que falta: diálogo.

      • “Os estudos são do PDTU de 2003. Sei que são relativamente velhos e bem gerais, mas é o que se tem disponível.”

        “dependo de estudos de terreno que estão por vir”

        “não posso dar pitacos sem estudos, a não ser quando são óbvios”

        Maravilha, é exatamente esse tipo de pesquisa que dá fundamento a um projeto dessa ambição, e o torna tão interessante!

        “Quanto ao problema da tríade Cosme Velho – Laranjeiras – Largo do Machado seria interessante algo como o RER de Paris.”

        Perfeito. A demana é menor mesmo, e uma solução realmente integrada ajudaria bastante. Com algumas obras em trechos críticos da rua e o fim do ponto final de ônibus no Cosme Velho (passa uma quantidade surreal de ônibus por esses bairros devido à ausência de um transporte público decente), consigo ver RER, trams ou bondes atendendo bem esse trajeto e acabando com os engarrafamentos colossais durante o horário escolar (quando Cosme Velho – Largo do Machado passa a levar 45 minutos de ônibus ou carro).

        Acredito que o mesmo valha para a Urca, como vc disse, então por favor não deixe de atualizar o Tube Map proposto com essas informações =)

        “A estação Rio Sul está nos meu projeto sim, se chama ‘Álvaro Ramos'”

        Perfeito.

        “tento ajustar ao máximo a malha com ideias boas que existem, mas não resolvem por completo”

        Perfeito.

        “Tenho uma imagem sobre um princípio de plano diretor. Vou mandá-la ao seu email, se você não se importar.”

        por favor!

        “Quanto à baldeação Zona Sul – Linha 3 no Centro é um ponto bem delicado(…)mas vou tentar refletir sobre uma eventual mudança no projeto”

        Infelizmente, não tenho sugestões aqui, exceto uma obra completa em ambas as estações para comportar e orientar o fluxo, separando lá dentro de alguma forma física o movimento local com o “caminho dos turistas”. Vi também que todas as suas linhas são, bem, lineares – e tenho certeza que foi algo pensado – mas talvez para casos como esse valha a pena alguma bifurcação (na linha 3 por exemplo). Veja no Tube Map de Londres o que acontece com a linha District na estação “Earl’s Court” ou em Kennington na linha Northern. Pode ser inviável, estou só pensando alto.

        Bom, melhor continuar essa conversa por email, não faz sentido ficar poluindo o campo dos comentários =)

        Novamente, parabéns pelo projeto!

  7. A proposta é inviável.

    Vi estações que não fazem o menor sentido. Mourisco? Como assim? Lapa seguida de Cruz Vermelha?

    Calculando que o trem demore cerca de 2 minutos desde a entrada até a saída de uma estação (sem contar o tempo de espera com as portas abertas)… seria algo insuportável termos 30, 40 estações tão próximas uma das outras. O sistema carioca é lento demais. Em SP o trem é tão rápido que se vc não se segura vc cai. Aqui parece uma tartaruga.

    Cada estação, hoje, consome um investimento enorme para ser construída. Imagina se daria para termos uma estação no Mourisco, no meio “ao nada”? Quem pagaria os 400 milhões em infra-estrutura?

    O projeto é legal só não é viável economicamente falando e em alguns casos tb não é prático ter tantas estações perto uma das outras. Em 10minutos eu ando da Cinelândia para a Cruz vermelha. Em menos tempo eu faço o trajeto da Cinelândia para a Lapa… pq eu vou pagar R$ 3,10, esperar 10minutos parado, num trem lotado e lento… se posso fazer o trajeto em tão pouco tempo? Não faz sentido.

    Andar não mata, ao contrário, faz bem para a saúde.
    Mas bom trabalho, está de parabéns pela criação dos mapas .

    JKY

    • Concordo, mas a estação da Cruz Vermelha é importante pois é uma área populosa, principalmente na área da rua Riachuelo e bairro de Fátima. Inclusive esta estação estava no projeto original da linha 2, que seguiria do Estácio até a Carioca com uma estação na Cruz Vermelha.

    • Não concordo. Você está usando problemas na estutura atual do metrô carioca (lentidão, demora de carros, portas abertas por 20m, estações distantes) para encontrar problemas na estrutura utópica do Pedro.

      “Cada estação, hoje, consome um investimento enorme para ser construída” – isso é um problema do metrô hoje, com obras superfaturadas e estações megalomaníacas. Uma estação de metrô não precisa de pé direito, iluminação especial ou obras de arte. É um buraco no chão levando até um buraco *um pouco maior* com uma plataforma. Fim. Muitos metrôs pelo mundo inclusive colocam as catracas e bilheterias na superfície, pra minimizar a quantidade de escavação, agilizando a criação/manutenção de estações e barateando custos. O Rio tem que parar de achar que estação de metrô tem que ser feita pelo Niemeyer. Tem que ser funcional, só isso. Senão não vale nada.

      “não é prático ter tantas estações perto umas das outras”

      Pelo contrário. Metrô deve ser um transporte de massa. Não importa se você faz Cinelândia-Cruz Vermelha em 10 minutos a pé. Tem gente que não faz, tem gente que pega o metrô em outros lugares e sair na Cruz Vermelha em vez de na Cinelândia faz muita diferença. Além de distribuir a vazão, permite que uma estação seja interditada ou entre em obras sem prejudicar tanto o fluxo geral.

      “pq eu vou pagar R$3,10, esperar 10 minutos parado, num trem lotado e lento…”

      De novo, você está usando o metrô atual para achar problemas na proposta nesta visão utópica, onde tenho certeza que os problemas menores já mencionados não aconteceriam.

      Finalmente, sobre o preço, vale notar que países com malha metroviária decente tem preços diferentes conforme o trajeto escolhido. Ou seja, vai ficar na mesma região? Paga R$1,50. Vai pro fim do mundo? R$ 5,80. O valor muda conforme a distância percorrida. Não vejo problema, acho até bacana.

    • Juliano, primeiramente a estação Mourisco é a atual Botafogo como você pode ver no setor “Linhas”, explico o máximo possível estação por estação. O mesmo acontece com a estação “Heitor Beltrão” (atual S. Francisco Xavier).
      Não tome os nomes pelo pé da letra, a estação Lapa é na esquina da Av. Chile com Lavradio e não nos Arcos.
      Dê uma olhada no mapa geográfico, tentei deixar as linhas o mais objetivo possível. Os nomes só são referências a logradouros. E claro que com atualizações essas linhas tendem a ficar melhores.

      E claro que haverão estações próximas! Todo metrô no mundo é assim, existem até esquemas oficiais com linhas indicando tempo de percurso a pé entre estações. Em alguns posts nesse blog, penso em falar de algumas estações em lugares meio complicados, como a expansão da estação “Engenho da Rainha” ao meu ver muito interessante e a estação “Jardim Guanabara”, aproveitando a elevação do bairro. Na área da Leopoldina haverá um triângulo de estações próximas: Praça da Bandeira, Leopoldina e Cidade Nova.
      Muitas dessas estações próximas interligadas acontecem em áreas de aeroporto em outros metrôs.

      Obrigado pela visita, e espero que entenda depois das explicações e volte ao blog.

  8. Estou Com o Átila Pontes. Sua proposta ultrapassa o fator brilhante entrando na questão de necessidade básica!

    Parabéns!

  9. O governo do estado não sabe o talento que está perdendo sem você no comando da engenharia civil!
    Isso é uma puta proposta que solucionaria a maior parte do caos que enfrentamos todo santo dia de semana pela manhã e no fim da tarde!
    Parabéns!

  10. Olá,

    Acho que poderia ser trabalhada também a intermodalidade:
    – Porque não ligar os aeroportos por barcas rápidas?

    Queria agradecer a iniciativa! É de pessoas visionárias assim que precisamos na cidade!

    Ah! Quando vc tiver o estudo da FGV sobre o fundo da baía de guanabara, vc poderia me passar?

    ABS!

  11. Parabéns pela iniciativa, belíssima,
    porém, você, literalmente, ‘dormiu no Rio e acordou em Paris’.
    Com a incrível taxa de 1 estação do metrô construída a cada 5 anos, levaremos para ter a malha sugerida (muito boa aliás) – de 260 estações – incríveis 1 125 anos!!!
    Gostei da malha, mas sinceramente, isso é para países desenvolvidos e ricos. Infelizmente temos condições para construir, mas com o governo e a política rodoviarizante que temos, levarems muito para tal.
    A iniciativa mehor seria, primeiramente, mudar a visão e não dar uma solução sobre o que nunca vai acontecer.
    Parabéns pelo projeto.
    Att,
    Evandro

  12. Avatar de Marcos Fontelles Marcos Fontelles

    Parabéns pelo blog! Maravilhoso seu trabalho, enquanto isso a empresa de metro do RJ não consegue nem acabar com o engarrafamento de gente na frente da estação botafogo… e seria simples apenas recuar a baldiação no ônibus.

  13. Olá Pedro
    Conheci seu blog através de um amigo e gostei muito da iniciativa pois vem exatamente de encontro a algo que sempre falei, que é o fato de ser vergonhoso o RJ não ter uma rede de metrô decente. Parabéns pelo esforço e iniciativa!
    Confesso que não tive tempo de pensar a rede inteira mas analisando principalmente os locais que conheço gostaria de deixar algumas dúvidas/críticas/sugestões para você analisar…
    – como um comentário anterior também ressaltou, algumas regiões de São Gonçalo não possuem uma densidade demográfica tão grande para ter uma linha de metrô, então talvez realmente um esquema de ônibus fosse mais interessante.
    – acho que o ideal não seria a linha para Niterói/São Gonçalo sair diretamente do Santos Dumont para não saturar muito o caminho até ele. Nesse caso, acho que você poderia avaliar a manutenção do projeto original do metrô (que infelizmente já foi para o lixo) de uma estação Praça XV (que poderia ser essa Ouvidor, reposicionada) e de lá sair o metrô para Niterói.
    – Eu tenho um pouco de receio de poucas linhas passarem próximas dos dois aeroportos, mas confesso que não sei como fazer isso. Uma ideia seria fazer estações de integração mais próximas, mas não sei se é a melhor.
    – Sobre o Galeão em específico, acho complicado pensar em apenas uma linha levando Tijuca/Centro/Zona Sul até ele, ainda mais sendo a linha da Ilha, o ideal seria pensar em outra…
    – Acho legal também que houvesse algum tipo de linha ligando ambos os aeroportos o mais direto possível, preferencialmente passando pela Rodoviária ou próximo (isso talvez resolvesse até o anterior).
    – Acredito que algumas estações podiam ser repensadas por estarem muito próximas (ex.: São Cristóvão/Quinta/S.Luiz Gonzaga; Fundão/HU; Varnhagen/Aldeia Campista/Andaraí – dependendo da localização) e alguns caminhos também podiam ser reavaliados (ex.: fazer Mq.Olinda-Mourisco-Real Grandeza sem Alvaro Ramos).
    – A estação Heitor Beltrão é a atual S.F.Xavier?
    – A estação São Clemente não ficaria melhor na Praça Radial Sul?
    – Vale só lembrar que por relevo e/ou terreno alguns trechos e estações ficarão bem caras (como as que passam pelo Alto ou Barra/JPA), mas pelo que entendi você já está pensando nisso, então beleza.

    Bom, já dei bastante pitaco no seu projeto e escrevi muito, mas espero que você tenha paciência para ler… risos…

    Abraços, e parabéns pelo trabalho!

    • Oi tudo bem? Haha entrei aqui justamente a segundos que você postou!
      Obrigado pela força nesse movimento! Vou tentar te responder completamente.

      Em algum tempo, eu vou criar o setor “Outros Modais” para explicar justamente o que muitos falam: minhas linhas passando por pouca densidade demográfica (como essa L11 no trecho da Alameda).
      Nesse setor, vou colocar alguns de meus planos para corredores de ônibus, VLTs e integração como forma intermediária enquanto não há metrô (ou nesse caso, quando não é tão necessário).

      Essa sua ideia do projeto inicial é interessante, e muitos me sugeriram. Você foi o primeiro que me falou desse aspecto do carro estar muito lotado logo num aeroporto. Eu acho até interessante dividir a Linha 3 em duas (sendo uma delas já proposta nos tempos do Garotinho, a que liga os Aeroportos).
      Eu vejo um aspecto positivo em ligá-las, principalmente por causa da integração com o resto da malha. Aproveitei a região portuária como um grande sítio de baldeação, já que é provável o Centro se expandir para aqueles cantos. O problema do efeito “sardinha em lata” seria facilmente resolvido com uma frequência de trens (headway) adequada, o que não acontece na malha atual.
      O sistema de Tóquio tem um monotrilho (menos demanda concentrada) em um corredor muito parecido, então com metrô pesado tudo poderia ser contornado facilmente. Tentaram aplicar monotrilho aqui para imitar Tóquio, sempre fui descrente que seria adequado. Li umas notícias recentes que a tendência é não vingar.

      Eu já pensei na dificuldade dos terrenos de aeroportos e é um dos itens que estou adequando nas linhas 3 e 6 no Galeão para uma eventual atualização. No Santos Dumont, acho que não é problema, o metrô já seria muito profundo pois chegaria da Baía. Estou esperando estudos de terreno da FGV para avançar com essa atualização.

      Sobre a linha que liga os Aeroportos e Rodoviária, essa é a linha 3! E sim, a Heitor Beltrão é a atual São Francisco Xavier. Pensei no nome original “Engenho Velho”, mas ninguém chama esse lugar assim.

      O motivo da minha Linha 4 passar pela Álvaro Ramos antes da Real Grandeza é simples: terreno. O Morro de São João ajudaria bastante nos custos.

      Quanto o problema da estação São Clemente, acho que é um problema de novo de terreno. Enquanto não tenho em mãos um estudo decente, não posso dizer se é na esquina com Real Grandeza, Praça Radial Sul, Largo dos Leões ou Praça Corumbá.
      Eu também acho a Praça Radial Sul muito perto da atual estação Botafogo. Por curvatura e benefício à população acho que esquina com Real Grandeza ou Largo dos Leões vence.

      E claro, estou pensando em alguns trechos caros sim. Mas isso sempre será um problema, o Rio antes de ter a gente era pântano e montanha. Você só errou o lugar mais caro, acho que o lugar mais caro é a linha 5 no trecho Central-Pres.Vargas, por causa das edificações históricas e funcionais.

      Obrigado por tudo, e sempre se sinta confortável de voltar ao blog. 🙂

  14. Agora so falta por o Custo dessa visao, e a ideia de como e a que custo financia-la.

  15. Oi Pedro! Parabéns pela iniciativa e pela prática da coletividade!
    Agora foi 1 pena não poder ter transferência da linha Praia-Realengo, na Praça Saens Pena, sendo ali um grande centro da Zona Norte no Rio de Janeiro, por problemas de trajeto, ao invés da muda. mas deu p entender o motivo perfeitamente.

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